Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais?

Nós mulheres, eternas meninas desde pequenas embalando  bonecos como bebês, traçando o desejo permanente é natural da essência femina, crescemos emoldurando o tipo de mãe que gostaríamos de ser, aprendendo com a vida e os exemplos nos percalços do caminho traçar metas e circunstâncias em que gostaríamos de ser “mãe” e nos vestindo cada dia do laço íntimo com esse desejo.

Infelizmente ou felizmente o destino age por si só, e mesmo com tantos planos e cuidados nós nunca estamos satisfeitas com as condições em que somos privilegiadas pela maternidade.  Ou não temos a casa que queríamos, ou o pai que gostaríamos, ou o amor que acreditamos que deveríamos. O simples esforço para aceitar as condições desfavoráveis a nossa idealização tornam se caminhões de areia despejados em nossos planos. 

O que eu quero dizer é que uma mãe sempre quer o melhor para o filho, e, quando este termo se faz presente entre chutes e manifestações das nossas emoções, nós julgamos mais e mais pelo que poderia  ter sido melhor. 

Vira e mexe me pego perdida nessa constante. 

Sempre fui muito disciplinada no quesito família, em caso sumo, a que eu haveria de construir. Planejei passo a passo cada decisão para que houvesse bem aventurança em nossas escolhas e pudesse então ser feliz nesse aspecto que sempre obtivera lugar máximo em minhas atividades. Família feliz!

Mas o destino brincou e me mostrou e tem mostrado todos os dias que eu não tenho controle algum e que essa vida tem vontade própria, ou eu não seria tão cuidadosa quanto eu queria, ou nunca seria o bastante para retribuir o que se desejo a esse pequenino que está por vir.

Fui casada durante quatro intensos anos, de muito amor e dedicação em prol dessa unidade chamada família, nunca utilizei métodos anticoncepcionais, já que era de minha vontade ser mãe do filho na cápsula de amor que criara em minha mente,coração e mundo particular. Em meus planos, dentro de um casamento estável estávamos aptos a receber essa vivência divina.  No quarto ano vivi uma grande crise que me desvinculou dessa atividade, perdi o interesse, desisti da maternidade e decidi preencher esse oco de frustração  com muitos trabalhos e desenvolvimentos artísticos . Desde que o mundo é mundo nós mulheres somos devotas do amor, diferente da maioria dos homens, principalmente os que são criados sem nenhum exemplo do verbo “amar”, dominados por sentidos materiais e vendidos por supercialidades  de luxurias imediatistas. Reconquistei meu amor-próprio, redescobri meu espaço e me apaixonei por mim, pela minha voz, meu jeito de andar, meus pensamentos. Alguns meses depois de me afundar em diversas atividades ,reencontrei com meu ex e atual companheiro, resultando de um único encontro o nascimento dessa vida que veio nos trazer união, alegrias e esperanças. 

Fico pensando em meus país, e gostaria muito que minha vida fosse diferente, mas por querer sem fim viver em comunhão algo que eu faça dar certo. 

Quero afirmar todos os dias que fiz as escolhas certas e que krishna(Deus) sabe exatamente o que faz, em me designar digna de ser mãe. Encontro forças nesse âmbito e luto como uma ovelha racional contra o lobo do romantismo incurável pra fazer da vida desse bebê uma coisa separada é diferente de mim, merecendo todo respeito e dedicação.

Estou tentando acreditar que vale a pena perdoar e que amar é a cura de todos os males, que o amor se manifesta de várias formas e quiça aquele amor dos filmes e das histórias bollywoodianas sejam meras ilustrações de nossos desejos íntimos, nada que se adapte à esse mundo é essa realidade sórdida.  Quero amar sem olhar a quem, sem escravidão emocional, amar livre. 

Acordo e concebo que realmente isso vale a pena, e que esse novo amor vale mais que tudo é que qualquer outro enredo. 

Minha passagem por esse mundo ficou mais florida, e os jardins voltam a exalar perfumes inéditos,como notas de uma composição celestial, com gosto e fragrância do belo e do novo.

Mas como de fato,existo, e a mente não brinca em serviço, vou sempre indagar as mesmas questões do início do texto. 

É uma hora ou outra me pego rindo ou chorando, na divisão das lembranças de

Menina, querendo de novo o calor do colo dos pais, e na virtude de mulher que apesar de se fazer moderna só quer viver uma história de cinema e se emocionar com flores e mimos em um dia normal, no café da manhã.

Dando voltas em minha bolha… Até o último piscar…

#33semanas 

Minha dor é perceber

Que apesar de termos

Feito tudo o que fizemos

Ainda somos os mesmos

E vivemos

Ainda somos os mesmos”

Alguém é assim tbm?

  

 

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Nossa música, nosso vínculo 

Toda música, como dom natural de ligação com a vida, para fazer parte de nossa “digital pessoal sonora” precisa conceber algo em nós e não basta estar lá em nossas playlists diárias. Ela precisa bulinar o recôncavo do espírito e tomar lugar na nossa história íntima e se fazer uno a nós, dando sentindo aos nossos “nós”. Ouvindo “Eu sei que vou te amar” de Tom & Vinicius me dei conta que agora sim ela é tão bela quanto gostaria que fosse e faz jus a cada sentimento”meu”. É uma delicia quando nos surpreendemos com o amadurecimento que expresse tamanha densidade  a potência do sentido a que se vive. E através da música podemos reviver essa psique descontrolada e saciar nossa sede de expressão para o que não conseguimos dizer e encontrar então, satisfação nas palavras de um artista que filtre tantas histórias a ponto de se tornar cúmplice de nossa jornada. A linguagem musical basta e traduz no som declarações assim como um olhar de mãe que recai sobre o filho num misto de dizeres. Essa música se faz especial pra mim pois denota a dor contínua da separação e a certeza do reencontro! Chove muito hoje, me encontro nostálgica e suspirando!   

 

Qual música descreve seu momento agora?

Bom dia ☔️☔️☔️🎵🎵🎵 #33semanas #gestacao #musicoterapia #contagemregressiva #muitoamor #mpb #papodemae #maedeprimeiraviagem #primeiragestacao 

Musicoterapia inserida na vida como parte da própria vida

Todo mundo sabe que sou musicoterapeuta, não poderia ser diferente que eu quisesse compartilhar deste tema com vocês. Separei uma matéria que postei a muito tempo atras em meu outro blog (http://saudesonora.blogspot.com.br/2014/02/o-mundo-sonoro-do-bebe.html?view=magazine) Espero que gostem.  Com a correria do mundo moderno, pode parecer um texto antigo, mas acreditem, essas informações são sempre atuais e estão constantemente criando um diferencial em nossas vidas se inclinarmos os ouvidos e o coração em acreditar no poder da musica e do som que desperta a vida! Sempre trabalhei desde idosos, crianças a gestantes no desenvolvimento cognitivo do embrião através da música, e não há regras, ela tem efeitos extraordinários em qualquer situação psíquica, emocional ou refletindo na saúde física. Terapia que se encontra ao alcance de todos, ela não escolhe classe social, ou casos, simplesmente adentra o espirito possibilitando melhor qualidade de vida. Precisamos aprender a apreciar os sinais que os sons nos enviam, e exercitar a capacidade de aceita lo como cura, exercitar a educação sonora de nossas crianças e o poder de encontrar esperança nesse artigo vital e divino.

Postei no fim do texto um pouco do meu dia a dia, no exercício lúdico e fraternal que a musica cria em minha casa diariamente todas as manhãs. Mozart tem um poder eficaz( comprovado) na natureza dos bebês, dos animais e outras espécies. 

segue a materia:

Audição:
Desde a barriga, lá pelos 6 meses de gestação o bebê já ouve a voz da mãe, o corpo dela se torna uma fonte inesgotavelnde sons, criando melodias das quais o bebê reconhece se mãe está feliz, triste, ansiosa e por ai vai.

Seu bebê já ouve bem desde que nasce, tirando os casos em que há alguma deficiência auditiva. Conforme cresce, ele vai usar o ouvido para absorver uma quantidade enorme de informação sobre o mundo que o cerca, o que por sua vez estimulará o cérebro e colaborará para conquistas no âmbito físico como sentar, virar, engatinhar e andar.
Quando se desenvolve
A audição do seu bebê estará totalmente madura ao final do primeiro mês de vida, mas vai demorar um pouco mais para que ele realmente entenda tudo o que está ouvindo.
Como se desenvolve
Desde que nasce, seu bebê presta atenção às vozes, principalmente as mais agudas, e responde a sons conhecidos (sua fala, uma história que ouve com frequência etc.). Também pode se assustar com barulhos fortes e repentinos.

Com 3 meses, o lobo temporal do bebê — que participa da audição, da linguagem e do olfato — fica mais receptivo e ativo. Por isso, ao ouvir sua voz, seu filho pode olhar diretamente para você e começar a fazer sons para responder. Mas falar e ouvir são atividades que podem cansá-lo. Nessa idade, se seu filho desviar o olhar ou perder a concentração enquanto você conversa com ele ou lê uma história, não é preciso se preocupar com possíveis problemas na audição. Pode ser só excesso de estímulo.

Com 5 meses, o bebê vai perceber a origem dos sons, e vai se virar sempre que ouvir um barulho novo. Crianças de 5 meses também são capazes de reconhecer o próprio nome — observe como seu filho olha para você quando você o chama, ou quando fala sobre ele com outras pessoas.
O que vem pela frente
A audição do bebê se desenvolve totalmente quando ele é bem pequeno, mas é importante detectar qualquer problema bem cedo. Uma boa audição é a base para o desenvolvimento da fala. Quando ouve os outros falarem, o bebê aprende o som das palavras e a estrutura das frases, coisas essenciais para a formação da linguagem.
O que você pode fazer
Muitas maternidades oferecem o chamado “teste da orelhinha”, a triagem auditiva neonatal, que não incomoda o bebê e pode ajudar a diagnosticar alguma deficiência bem cedo, amenizando as sequelas.
Além do exame, há muita coisa que você pode fazer para ajudar seu filho a se acostumar com sons novos e aprender com eles. Experimente recitar versinhos populares, cantar e tocar música para ele. Não há necessidade de se restringir a musiquinhas infantis. Você pode mostrar qualquer coisa ao seu filho, seja MPB, música clássica ou rock. Até um sino dos ventos pendurado na janela ou o tiquetaque de um relógio são suficientes para entreter o bebê — quanto mais variados os sons, melhor. Logo você vai perceber que seu filho prefere um tipo de som ao outro, quando ele começar a demonstrar seus primeiros gostos.

Ler para uma criança, não importa a idade, é sempre benéfico, pois ajuda o bebê a treinar o ouvido para a cadência da língua. Por isso vale a pena variar o tom de voz (grossa para o Lobo Mau, fininha para a Chapeuzinho Vermelho), dar ênfase em determinados trechos e acompanhar a leitura com gestos, o que vai tornar a experiência mais estimulante para vocês dois. Além disso, quanto mais você ler para seu filho e conversar com ele, mais sons e palavras ele vai aprender, no caminho certo para começar a falar.

Bebês de cerca de 4 ou 5 meses podem começar a observar sua boca com atenção quando você fala, e tentar imitar entonações e pronunciar sons consonantais como “m” e “b”.
Quando se preocupar
Os bebês são surpreendentes: conseguem (ainda bem!) continuar dormindo mesmo com o telefone tocando ou o cachorro latindo. É normal — eles precisam dormir. Apesar de a grande maioria dos bebês escutar muito bem, algumas crianças apresentam déficits auditivos, em especial se tiverem nascido muito prematuras ou se sofreram privação de oxigênio ou alguma infecção grave ao nascer. Quando há casos de problemas auditivos na família, o risco de o bebê ter alguma deficiência nessa área é maior.

O normal é que, quando acordado e alerta — e sem estar resfriado nem com dor de ouvido, que podem afetar a audição –, o bebê se assuste com barulhos fortes e repentinos, acalme-se e olhe para você ao ouvir sua voz e pareça reagir aos sons que o cercam.

O “teste da orelhinha”, simples e rápido, verifica a audição de recém-nascidos e pode ser feito na própria maternidade. Hospitais públicos de várias regiões já oferecem o exame gratuitamente. Se seu bebê não fez o exame quando nasceu, converse com o pediatra. Também dá para avaliar a audição do seu bebê em casa, com os seguintes testes práticos:

• Menos de 3 meses: Bata palmas por trás da cabeça do bebê. Se ele se assustar, está ouvindo bem. Se não, tente mais algumas vezes.
• De 4 a 6 meses: Chame seu filho pelo nome e observe se ele vira a cabeça ou reage ao som da sua voz. Preste atenção se ele mexe os olhos e a cabeça para procurar de onde vem algum som interessante.
• De 6 a 10 meses: Verifique se a criança reage ao próprio nome e a sons conhecidos do ambiente em que vive, como o toque do telefone ou o barulho do aspirador de pó.
• De 10 meses a 1 ano e 3 meses: Peça ao seu filho que aponte para a imagem de alguma coisa conhecida em um livro (o “au au”, por exemplo). Se ele não conseguir, talvez não esteja escutando o pedido.

Se seu filho passou em todos esses testes mas você continua preocupada, confie no seu instinto de mãe e converse com o pediatra. O ideal é que eventuais problemas de audição sejam detectados o mais cedo possível. Segundo as pesquisas mais recentes, o uso de equipamentos para auxiliar na audição antes dos 6 meses de idade colabora significativamente para que essas crianças desenvolvam a fala e a linguagem.

Musicalização Infantil

@KausturiManjari http://saudesonora.blogspot.com.br/2014/02/o-mundo-sonoro-do-bebe.html?view=magazine

(Fonte:
http://brasil.babycenter.com/a1500067/marcos-do-desenvolvimento-audi%C3%A7%C3%A3o)

Ela simplesmente demaia quando escuta peças clássicas. Que age nela saciando a ansiedade da chegada no irmão. Isso também funciona com crianças.
Ela simplesmente demaia quando escuta peças terapêuticas clássicas, que age saciando a ansiedade da chegada no irmão. Isso também funciona com crianças.

O dia começa assim, o sol invade a janela e nossa musicoterapia fica especial com esse abraço. A música me proporciona experiências sublimes, íntimas e de profunda doçura. Experimente! #adantino#fluteandharpa #efeitomozart #wolfgangamadeus#musicoterapiaIMG_0047

Beijos & beijos 

Diálogos com a casinha d’água

É tão estranho e mágico carregar um ser dentro de você, às vezes acho que vou explodir, às vezes não sei como lidar com a ideia de tê lo fora de mim, às vezes, às vezes…. São tantos sentimentos de uma só vez, e a única coisa que tenho certeza é que ele já nasceu! Dentro do meu coração, como um grande amor, daqueles que não se controla e não se encontra por ai, ele nasce literalmente de dentro pra fora, e respirará pela primeira vez esses ares nem sempre tão perfumados quanto eu gostaria, e, nem sempre pisará em flores como eu desejaria, porém, sempre ouvirá sons melodiosos, e a ternura dos Santos Nomes, e palavras de amor que farão de seus pensamentos um grande e opulento jardim, pois isso eu posso proporcioná lo. Enquanto eu, mero instrumento, sentirei a saudade e um bobo sonho de protegê lo sempre, quiçá guarda lo em meu ventre a sombra que qualquer risco ou por puro instinto. Uma mãe nada mais é que uma mulher desabrochada para a perfeição de ter os filhos para Deus, e sabê lo que nunca foram seus… IMG_0144 #maedeprimeiraviagem

Abre o coração

Bom,  esse é o meu primeiro texto aqui, decidi abrir o coração e ver se encontro alguma doida como eu por ai….

Tenho 32 anos sendo que, nos últimos sete meses, tenho aceitado muito cuspe na testa…isso mesmo, daqueles que vc joga pra cima e ele demora alguns anos pra voltar e quando volta bate gelado!

Pra começar, estou eu,a cá, criando um blog materno, afim de compartilhar o dia a dia de minha gestação e os primeiros anos do meu primogênito, porem , nem sempre a vida fora assim….

Nunca tive paciência para as mães da internet, reclamava e as vezes até excluía a fulana ou a sicrana; bastava a amiga engravidar e ser invadida por uma onda de amor súbito que logo começara a incomodar as solteironas de plantão, não muito para meus comentários “tá chata com esse neném”, “affe não deixam que eu faça isso se um dia engravidar”, e só Deus sabe o que eu era capaz de pensar e comentar involuntariamente nos dias de TPM.

Afim de me redimir com todas as amigas que vislumbraram esse momento mágico, venho pedir desculpas…era puro recalque, senão uma pontada venenosa de inveja e desamor.

Por que na verdade, não existe modernidade que sacie o poder do amor materno e nos façam derretem com a presença divina de um ser internamente…nosso corpo se torna mágico, e criticas,comentários e opiniões são meramente dispensados, por que o mundo se volta pro interior e descobrimos que existe um outro portal pra vida, onde nascemos então, novamente, dentro da vida em uma nova vida, um novo e rebuscado eu, desabrochando com a mais perfeita essência feminina, conhecendo o poder e a fragrância do amor.

Aprendi e estou aprendendo todos dias que o momento delas valia cada fotografia repetitiva, e cada demonstração  de afeto público, mesmo que estes lotavam minha timeline com os blablablas de måe de primeira viagem…entendi que eu era cega e boba, cheia de vaidade inútil, e prioridades mesquinhas, negando meu desejo natural da maternidade…descobri que toda vida merece todos os registros de boas memórias desses dias apropriadamente felizes na vida de um mulher.

Essa sou eu, apesar de tudo que sigo para ser uma pessoa melhor, um ser humano, vivendo e aprendendo. O amor não tem barreiras….

E só o amor merece ser compartilhado, o resto é bobeira.

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Beijos

Radhe Radhe